17.4.09

Mas qual a razao de se ter testado soluções experimentais de álcool, nicotina, antidepressivos, etc., nestes organismos? Como já foi mencionado, a dáfnia é um ser vivo com bastante sensibilidade para uma vasta gama de tóxicos, e a sua estrutura permite concluir alguns dos efeitos provocados por determinadas substâncias.

 

Depois da actividade laboratorial, foi dada uma explicação geral sobre os dados obtidos bem como uma apresentação sobre os efeitos provocados pelas substâncias utilizadas.
 

Álcool

O consumo de bebidas alcoólicas remonta de há muitos séculos atrás, sendo a droga (o álcool) bastante comum nesta actual sociedade. Consumido por miúdos e graúdos, o álcool, quando ingerido em quantidades exorbitantes, pode gerar dependência (bem como graves complicações fisiológicas) e levar ao estado, do chamado, alcoolismo. [3] [4]

 

Socialmente, a ingestão de bebidas alcóolicas é encarada como um facto normal e bem aceite. Contudo, beber com moderação é que, muitas vezes, não é aceite e, por isso, não acontece.

 

Pouco tempo depois da ingestão do álcool, este é absorvido para a o sangue, onde poderá manter-se intacto durante várias horas, exercendo, na corrente sanguínea, a sua acção nas diferentes fisiologias do corpo humano: desde desregulações ao nível do fígado até a acções produzidas no cérebro. [1][4]

 

 

( Imagem retirada de Internet )

 

O álcool produz os seus efeitos bloqueando o funcionamento no Sistema Cerebral, ao nível do controlo das inibições. [1]

Assim, os efeitos provocados passam por euforia, estado de alegria aguda, falsa segurança, etc., podendo até levar mesmo a um coma alcoólico ou a uma morte (por depressão cárdio-respiratória). [1] [3]

Até aqui, analisando estes efeitos, poderíamos classificar a droga como "estimulante", mas não é o caso do álcool, pois como foi possível verificar através da análise dos dados recolhidos na Act. Laboratorial 1, o álcool é uma drogra depressora. Mas porquê?

Porque a seguir a estes estados de euforia, seguem-se períodos de sonolência, disforia, má disposição, turvação da visão, descoordenação muscular, diminuição do sentido de alerta, entre outros.

 

Caso um indivíduo alcoólico seja privado do seu "néctar", poderão surgir os chamados "efeitos do síndrome de abstinência alcoólica" que podem passar desde enjoos, vómitos, dispneias, ansiedade, nervosismo, descoordenaçao muscular, alucinações, tremores, etc.

 

Zele pela sua saúde. Se beber, faça-o com moderação.

 

Tabaco

A nicotina é o alcalóide respondável pelos efeitos gerados pelo consumo de tabaco e que está presente neste em conjunto com uma azáfama de outras substâncias tóxicas (alcatrão, monóxido de carbono, etc.).

A nicotina actua ao nível do sistema nervoso central (SNC) - gerando os seus efeitos junto dos neurotransmissores -, pois é no cérebro que a nicotina gera as sensações de prazer, de bem-estar (quando o indivíduo está a fumar) ou então pelas sensações de irritabilidade quando o fumador tenta interromper o "vício". [1] [2]

Pela análise dos dados presentes dos gráficos da postagem anterior, classificámos a nicotina como uma droga estimulante, apesar de produzir sensações de calma e aprazia no fumador (esta situação acontece pois uma vez criado o hábito de fumar um cigarro quando se sente falta dele, as situações de inquietação são acalmadas e a pessoa consegue relaxar aproveitando o momento).

 

 

( Imagem retirada de Internet )

 

A supressão de nicotina nos fumadores pode acarretar momentos de inquietação, nervosismo, má disposíção, tosse com expectoração, depressão, estados de agressividade, baixa capacidade de concentração, diminuição da capacidade de alerta e concentração, diminuição da frequência cardíaca, etc. [1] [5] [7]

Actualmente existem no mercado vários fármacos (de ingestão como pastilhas ou via dérmica) para reduzir a dependência à nicotina, com o objectivo de deixar completamente de fumar. Contudo, sem força de vontade não se chega a lado nenhum.

 

"Fumar mata"

Cafeína

A cafeína, droga que estimula as diferentes acções do sistema nervoso central, localiza-se no grupo das Xantinas, juntando-se aos principais alcalóides: a teofilina (no chá) e a teobromina (no cacau).

A cafeína pode encontrar-se no café, em refrigerantes (cola, bebidas energéticas, etc.) bem como em algumas substâncias farmacológicas. [1]

Sob influência desta droga, o SNC é estimulado, estimulando, como consequência, o aparelho circulatório (com aumento do ritmo cardíaco), o sistema digestivo, renal e respiratório. Classificada como droga estimulante, o aumento do estado de alerta e de concentração, da sensação de bem-estar, etc., são momentos provocados pela actuação deste alcalóide muito usado no nosso quotidiano.

 

"Dói-me a cabeça" ou "Estou cansado" são apenas algumas desculpas para tomar um bom café, já que a cafeína nele presente diminui a sensação de cansaço. Mas atenção ! A ingestão constante, mesmo que em quantidades moderadas, poderá gerar episódios de irritabilidade e insónia. Caso se entre num síndrome de abstinência, o indivíduo poderá sentir fadiga, sonolência, cefaleias, diminuição do estado de alerta e da capacidade de concentração, depressão, entre outras sensações de mal-estar físico e psicológico. [1] [8]

 

 

( Imagem retirada de Internet )

 

Aconselha-se a ingestão diária moderada de cafeína

 

Quanto às soluções farmacológicas testadas - antipirético, antidepressivo e antibiótico -, os efeitos gerados na dáfnia podem ser semelhantes aos efeitos provocados no organismo humano para o tratamento de doenças.

 

Apenas foram testadas drogas lícitas, mas seria interessante testar o efeito produzido por outras drogas, como a cocaina, a heróina ou alguns canabinóides. Claro que em meio escolar não seria possivel testar essas drogas por serem substâncias psicoactivas ilícitas.

 


Referências Bibliográficas


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